I N O V E

Economia Circular: Mudanças necessárias que preparam empresas para uma realidade sustentável.

A ideia de que estamos vivendo uma era que pode ser identificada como Antropoceno, (termo formulado por Paul Crutzen) nos mostra que o modelo de civilização hegemônico, baseado no crescimento econômico, está esgotado. Visto que, a sociedade se mostra inábil em lidar com a crise ambiental causada por sua própria ação humana sobre a terra até o momento, como poluição, acidentes industriais, perda de solos e esgotamento dos recursos naturais, que atingem a atmosfera, a biosfera e os grandes ciclos biogeoquímicos que formam o planeta. Para reverter esse cenário e entrar em um caminho saudável para a vida na terra, é necessário pensar em modelos coletivos, reorganizando o pensamento do século XXI. Nessa futura etapa, será preciso buscar novos tipos de relação entre tecnologia, arte, sociedade e natureza que superem e equilibrem a atual polarização progresso versus preservação e tecnologia versus natureza.

O emprego de fontes renováveis de energia, inserido em uma economia circular, tem tudo a ver com esse intuito. O conceito de Economia Circular (EC), de acordo com Ellen MacArthur Foundation, se caracteriza, mais do que se define, como uma economia que é restaurativa e regenerativa por princípio e tem como objetivo manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor o tempo todo, fazendo distinção entre ciclos técnicos – em que a intervenção humana recupera materiais finitos e substitui o consumo –  e biológicos – materiais de nutrientes renováveis que são passíveis de serem regenerados. Portanto, é concebida como um ciclo contínuo de desenvolvimento positivo que preserva e aprimora o capital natural, otimiza a produtividade de recursos e minimiza riscos sistêmicos gerindo estoques finitos e fluxos renováveis. Ela funciona de forma efetiva em qualquer escala. Esse novo modelo econômico busca, em última instância, dissociar o desenvolvimento econômico global do consumo de recursos finitos.

As preocupações ambientais, a recessão global, as tecnologias e redes sociais e a redefinição do sentido de comunidade despertaram em Rachel Botsman, especialista no tema, a perspectiva de que tanto a sustentabilidade quanto a comunidade são uma parte inerente e inseparável do consumo colaborativo e não uma reflexão tardia ou um suplemento.

No sistema linear de produção, o crescimento econômico depende do consumo de recursos finitos, que traz o risco iminente de esgotamento de matérias-primas, custos cada vez mais elevados na sua extração e descarte de resíduos inutilizados e potencialmente tóxicos para os ecossistemas. Já na reciclagem, a qualidade do produto reciclado é inferior à do produto original. Além de que, o processo gera resíduos que não podem ser reutilizados. Contudo, na Economia Circular, trabalha-se com o conceito de upcycle: os produtos são desenhados para, ao final do uso, poderem retornar a seus ciclos técnico e biológico.

Em consonância com a relevância do tema, atualmente, empresas, organizações e administrações públicas deverão adaptar-se a esse modelo econômico alternativo. No Chile, por exemplo, um projeto chamado Algramo desenvolveu uma tecnologia de reuso de recipientes para substituir embalagens plásticas de pequeno porte. Já na Indonésia, o projeto Helpi Circle entrega produtos de limpeza em embalagens retornáveis, em que depois são recolhidas e esterilizadas para o reuso.

Entretanto, o empreendedorismo circular é extremamente desafiador, já que ao mesmo tempo educa o consumidor para as transições ecológicas e para a mudança de paradigma. Paralelamente ele inaugura novas formas de se fazer o usual e isso exige que o sistema seja revisto e adaptado às novas condições.

Para assegurar esse desenvolvimento, a Contech, se aproveita de maneira inteligente dos recursos que já se encontram em uso, como no caso específico dos containers, que retornam dos clientes para reabastecimento, utilizando a mesma embalagem de transporte para o produto químico.

O conceito de EC, tem sido amplamente discutido na Europa, o que a torna a grande condutora desse modelo em escala mundial. O que sua empresa está fazendo para se adaptar à essa onda?

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