Indústria e Universidade difundem uso de POAs para destruir contaminantes
Leia na íntegra a matéria da Revista Química e Derivados - Nov/2011.
44º Congresso e Exposição reuniu mais de 8.400 visitantes
Entre 3 e 5 de outubro a Contech Biodegradáveis participou do 44º Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel, promovido pela Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP).
O evento reuniu mais de 8.400 visitantes e 191 expositores, tornando-se um espaço para intercâmbio de conhecimento entre profissionais de diversos países, gestores e influenciadores de compra, que buscam as tecnologias mais avançadas do setor.
A Contech apresentou, em seu movimentado estande, produtos ideais para conservação do maquinário da indústria de papel e celulose, que otimizam a escala de produção. Além disso, outro destaque foi o lançamento de seu novo vídeo institucional, que apresenta a vocação inovadora e sustentável da empresa.
Foi a 22ª vez que a empresa participou do evento, que reúne anualmente os principais players do setor e os executivos que influenciam nas tomadas de decisões em suas empresas. “Ficamos muito satisfeitos com a nossa participação na feira e, além de ampliar nosso networking, também pudemos reforçar nossa posição líder no segmento”, destaca Ana Carolina Carvalho, gerente de marketing corporativo da Contech.
Fonte: Marketing Contech
Ação faz parte do trabalho de relacionamento com a comunidade.
Crianças atendidas por projetos sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação curtiram um dia de diversão no Hopi Hari, na sexta feira, 17, através de uma parceria entre a Contech e a Prefeitura de Valinhos.
A ação, denominada “Happy Hari Day”, mobilizou toda a equipe da Contech, pois cada uma das 65 crianças ficou sob responsabilidade de um funcionário da empresa. A Contech fretou três ônibus para o transporte e ofereceu alimentação aos participantes durante todo o passeio.
“Além do entretenimento, nossa proposta é integrar a empresa através dos nossos funcionários e a comunidade de Valinhos. Este projeto faz parte da política de responsabilidade social adotada pela Contech”, destacou Carolina Carvalho, Gerente de Marketing da empresa.
Pelo segundo ano consecutivo a Contech participa da ação que também mobilizou funcionários da administração municipal. O evento foi comemorado pela diretora de divisão e Atendimento à Criança e do Adolescente da prefeitura de Valinhos. “O Happy Hari Day foi um dia muito divertido para as crianças, elas ficaram muito felizes com a oportunidade de conhecer o parque e adoraram a atenção dispensada pelos colaboradores da Contech. Atitudes como essa valorizam as relações humanas e enobrecem a quem delas participam”, destacou Tathiane Boldarini de Camargo.
FONTE: Marketing Contech
Premiação foi anunciada durante o 14º Encontro Anual da Indústria Química, realizado no dia 4 de dezembro, em SP, e promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim)
A Rhodia foi a vencedora na categoria empresa, com o projeto "Desenvolvimento do fio Emana". As empresas Innova e Quattor receberam menção honrosa pelos trabalhos apresentados.
Na categoria Empresa Nascente, a vencedora foi a Verti Ecotecnologias, criada na UFMG, com o trabalho "Novas rotas para a transformação da glicerina, rejeito do biodiesel, em produtos para aplicação tecnológica e de valor agregado".
O trabalho "Processo de purificação e transformação da glicerina loura em produtos de maior valor agregado", de autoria dos analistas de processos tecnológicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial da Bahia, Rogério da Conceição Rodrigues e Alexandre dos Santos Machado, foi o vencedor do prêmio na categoria pesquisador.
Dois trabalhos conquistaram menções honrosas: um apresentado pelo professor do Departamento de Química Inorgânica da Unicamp, Oswaldo Luiz Alves, em conjunto com o coordenador de pesquisas da Contech Produtos Biodegradáveis; Odair Pastor Ferreira; e o outro pelos pesquisadores Rafael Cossiello e Teresa Atvars, também da Unicamp.
Lançado em 2001, o Prêmio Abiquim de Tecnologia busca identificar trabalhos de inovação tecnológica no setor químico desenvolvidos por empresas, pesquisadores e empresas nascentes, bem como promover a pesquisa e a inovação da área no Brasil.
FONTE: Informações do Portal da Abiquim
Patentes geram produtos para tratamento de efluentes industriais
Dinorah Ereno escreve para a revista “Pesquisa Fapesp”:
Duas tecnologias de descontaminação ambiental, uma para tratamento de efluentes industriais e outra para eliminação de compostos tóxicos em solos, desenvolvidas por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e licenciadas para a empresa Contech Produtos Biodegradáveis, de Valinhos, no interior paulista, estão prontas para serem colocadas no mercado.
“Iniciamos com um balãozinho de 50 mililitros dentro do laboratório e hoje produzimos bateladas de 500 quilogramas”, diz o químico Odair Ferreira, que começou a trabalhar no desenvolvimento de uma substância para tratamento de efluentes têxteis em 1999, na sua dissertação de mestrado, e atualmente continua sua pesquisa como contratado da empresa.
A base do produto para limpar efluentes criado no laboratório do Instituto de Química da universidade são nanopartículas de argila sintética que, colocadas em contato com os resíduos líquidos de processos de tingimento de tecido ou papel, funcionam como uma esponja que absorve os corantes. No final do processo, a água torna-se novamente limpa e pode ser descartada sem risco de contaminar lençóis freáticos e rios, podendo ainda ser reutilizada no processo industrial.
“A partir da argila mineral é fabricada uma argila sintética nanoestruturada com propriedades específicas”, explica Ferreira. O tamanho reduzido das partículas, por volta de 100 nanômetros – para efeito de comparação, a molécula de DNA, que armazena o material genético das células, mede dois nanômetros de espessura –, aumenta a área de contato do produto com o efluente e, consequentemente, a sua eficiência de remediação.
A argila sintética, em forma de pó, é colocada em contato com o efluente colorido em um sistema de agitação. A dosagem varia de acordo com a natureza e a concentração das substâncias químicas presentes em cada efluente. “Nos processos de tingimento, para que os tecidos fiquem com uma cor acentuada, muitas vezes os fabricantes usam quantidades de corante superiores ao que a fibra consegue adsorver”, diz Ferreira.
Adsorver e absorver são processos bem diferentes. Uma esponja absorve água, mas o líquido sai facilmente quando ela é espremida, enquanto na adsorção as moléculas ou íons ficam retidos na superfície de sólidos por interações químicas ou físicas. Os próprios fabricantes de corantes estão criando substâncias cada vez mais resistentes. “O corante azul reativo 19, bastante usado na indústria têxtil, quando despejado no rio permanece por até 50 anos”, exemplifica.
O produto também pode ser usado no tratamento dos resíduos resultantes da produção de papéis coloridos e de celulose, de efluentes da indústria petroquímica e metalomecânica.
“O carvão ativo, empregado nas mesmas condições, consegue eliminar apenas 50% da cor dos efluentes, em comparação com os 95% alcançados pela argila sintética”, diz o professor Oswaldo Luiz Alves, coordenador do Laboratório de Química do Estado Sólido do Instituto de Química da Unicamp, orientador de Ferreira e da pesquisa, que em 2002 recebeu o Prêmio Unesco-Orcyt de Teses de Mestrado Defendidas em Instituições Acadêmicas do Mercosul Ampliado, na modalidade Química.
Outra vantagem do material desenvolvido na universidade é que no final do processo ele pode ser reciclado e reutilizado em uma nova descoloração de efluentes. Esse reprocessamento pode ser feito pelo menos cinco vezes, o que significa menor consumo de matérias-primas. No final do ciclo útil da argila como adsorvente, ela ainda poderá ser utilizada como matéria-prima de outros processos industriais, em substituição a pigmentos e cargas minerais.
Efluentes industriais
Desde março de 2005, quando o Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) promulgou a resolução 357, que estabelece padrões de lançamento para efluentes, entre os quais limites para a emissão de corantes em rios, as empresas começaram a procurar soluções para se adequar às novas diretrizes ambientais. Foi nessa época que a Contech foi consultada por um cliente que buscava um tratamento eficiente para seus efluentes industriais.
O coordenador de pesquisa do Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da empresa, Ricardo de Lima Barreto, que fez mestrado na Unicamp, sabia que uma patente da carteira da Inova, a Agência de Inovação da universidade, poderia resolver o problema do seu cliente e ampliar a área de atuação da Contech. A empresa criada no Brasil na década de 1990, com atuação na Europa e na América do Sul, tem como foco principal o fornecimento de sistemas e produtos químicos aplicados principalmente no setor de papel e celulose.
O licenciamento da tecnologia foi selado em setembro de 2007, dois anos após ter início o processo de negociação com a Unicamp. A fase piloto do projeto tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) dentro do Programa de Subvenção à Inovação de 2007 na área de nanotecnologia. Encerrada a fase piloto, a empresa começará a produzir em escala pré-industrial com alguns clientes e atualmente está lançando a tecnologia no mercado com a marca registrada Dept.
Três meses depois desse licenciamento, em dezembro do mesmo ano, a Contech e a Unicamp assinaram uma outra transferência de tecnologia, desenvolvida no Laboratório de Química Ambiental do Instituto de Química pelo professor Wilson Jardim e com participação do pesquisador Juliano de Almeida Andrade. Dessa vez, além de um reagente químico destinado à remediação de áreas contaminadas, também foram licenciadas as marcas registradas Fentox e Fentox TPH.
A diferença entre os dois produtos é que o Fentox é indicado para descontaminação de substâncias líquidas, enquanto o Fentox TPH age principalmente nos solos. “O produto aumenta o poder destrutivo do peróxido de hidrogênio, conhecido popularmente como água oxigenada, substância usada para a destruição de compostos tóxicos”, diz Barreto.
A técnica chamada de processo oxidativo avançado consiste em colocar em contato o produto da reação formado pelo reagente químico e o peróxido de hidrogênio com os contaminantes da água e do solo, que são destruídos e transformados em água e gás carbônico. Entre esses contaminantes encontram-se os poluentes orgânicos persistentes, categoria em que se enquadram pesticidas como o DDT, compostos aromáticos como o benzeno e algumas classes de corantes.
“O levantamento mais recente da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) apontou quase 2.500 áreas contaminadas no estado de São Paulo”, diz Barreto. São principalmente vazamentos de postos de gasolina e de indústrias desativadas, que se infiltram no lençol freático, desembocam nos cursos d’água e prejudicam as populações que vivem nas áreas do entorno.
No caso das contaminações por derivados de petróleo, o principal problema está nos vazamentos em tanques subterrâneos dos postos de gasolina. Quando muito antigos, os tanques sofrem corrosão e acabam por contaminar os aquíferos.
A ideia de dar ao produto o nome de Fentox surgiu durante as pesquisas em laboratório como uma forma de homenagear o químico Henry John Horstman Fenton, autor dos primeiros trabalhos com tecnologias oxidantes em 1894 com o uso de peróxido de hidrogênio e catalisadas por ferro. Quase 90 anos depois, na década de 1980, suas fórmulas foram usadas para eliminação de compostos tóxicos na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.
FONTE: Revista Pesquisa Fapesp nº 155
Unicamp premia docentes e pesquisadores cujos estudos resultaram em pedidos de patentes
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entregou, na última sexta (21/5), a Premiação de Inventores 2010 destinada a pesquisadores e institutos cujas pesquisas geraram descobertas que foram patenteadas e que trouxeram benefício à sociedade.
Em sua terceira edição, o prêmio organizado pela Inova Unicamp contemplou três categorias. O "Prêmio Inventor com Produto Incorporado ao Mercado" ficou com o professor Wilson Jardim, do Instituto de Química (IQ), pela tecnologia Fentox, comercializada pela empresa Contech, e com o professor Fernando Galembeck, também do IQ, pelo uso da tecnologia Imbrik, comercializada pela empresa Orbys.
O IQ e a Faculdade de Engenharia Química (FEQ) foram vitoriosos na categoria "Prêmio Destaque em Proteção à Propriedade Intelectual". O IQ foi escolhido por ser a unidade com maior número de pedidos de patentes no período de 2008/2009, com 30 pedidos de patentes. A FEQ foi indicada por ter tido o maior crescimento em número de pedidos de patentes.
A terceira categoria, "Menção Honrosa por Tecnologia Licenciada", contemplou 24 pesquisadores e docentes de seis unidades e um centro de pesquisa da Unicamp, com tecnologias licenciadas nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2009.
Mais informações: www.unicamp.br/unicamp
A Unicamp realizou, pela primeira vez, a transferência de uma patente já com sua marca registrada.
Trata-se da tecnologia de um reagente químico com a marca Fentox e Fentox TPH, desenvolvida na Unicamp e licenciada para produção e comercialização pela Contech Produtos Biodegradáveis, empresa no interior de São Paulo. O processo minimiza efeitos de corantes sobre o ambiente.
FONTE: Internet
Interação entre universidades e empresas é fundamental para garantir aplicação prática do conhecimento produzido
Quando uma pesquisa científica inicia, com os primeiros riscos no papel e as primeiras idéias na cabeça, há uma meta a ser alcançada: a comprovação de uma teoria ou quebra de outra.
Mas, para o resultado encontrado nos laboratórios chegar à aplicação prática, é necessário haver uma interação entre universidade e uma empresa.
Foi este o caminho encontrado por um grupo de pesquisadores do Instituto do Milênio de Materiais Complexos (IM²C), coordenado pelo pesquisador Fernando Galembeck, da Universidade Estadual de Campinas, ao firmar uma parceria com a multinacional Bunge para o desenvolvimento de um novo pigmento branco para tintas à base de água, fabricado a partir de nanopartículas de fosfato de alumínio, criado na Unicamp e apresentado ao mercado sob a marca Biphor.
Atualmente o pigmento branco utilizado pelas indústrias de tintas e revestimentos é o dióxido de titânio, cuja fabricação produz resíduos agressivos ao meio ambiente.
O novo pigmento é formado por nanopartículas de fosfato de alumínio e gera tintas brancas que duram mais e refletem mais luz que as existentes, além de não ser poluente.
Com a patente registrada, a Universidade, o Instituto de Química e os pesquisadores envolvidos terão direito a uma fatia de 1,5% sobre o faturamento líquido do produto, quando comercializado, de royalties. Estima-se que hoje este mercado de tintas, revestimentos e afins, movimenta valores em torno de U$ 5 bilhões.
Além da pesquisa que resultou na patente do Biphor, os pesquisadores do IM²C são considerados exemplos para outros grupos de pesquisa brasileiros, principalmente por alcançarem um nível de produção científica elevado, tanto quantitativamente quanto qualitativamente, fator essencial para conseguir uma interação efetiva com as empresas.
“Este Instituto do Milênio conseguiu superar barreiras jamais vencidas pela ciência brasileira, criando um novo padrão de geração do conhecimento e da sua transformação em riqueza”, afirma Fernando Galembeck, coordenador da primeira fase do Instituto, que ao final de 2006 já contabilizava 29 pedidos de patentes, além de outras negociações em andamento.
Rede de pesquisa nacional
O Instituto do Milênio de Materiais Complexos é um projeto voltado para a criação e aplicação de novos materiais complexos necessários a vários tipos de atividade humana.
Sua missão é promover o desenvolvimento científico, centrado na pesquisa e exploração de estratégias experimentais e teóricas em sistemas supramoleculares, nanotecnologia e materiais.
Situa-se dentro do contexto das Ciências da Complexidade, participa do desenvolvimento de aplicações e também gera conteúdos de domínio público.
Na prática, acontece como um a reunião virtual de numerosos pesquisadores, com seus grupos de estudantes e pós-doutores, das ciências que estudam materiais complexos, para desenvolver atividades de cooperação com pesquisadores de empresas, capazes de explorarem os resultados do projeto.
Aprovado em 2001, sob a coordenação de Galembeck, o IM²C faz parte do Programa Institutos do Milênio, executado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), para ampliar as opções de financiamento de projetos mais abrangentes e relevantes de pesquisa científica e de desenvolvimento tecnológico.
O programa promove a formação de redes de pesquisa em todo território nacional, englobando instituições de diferentes regiões, para buscar a excelência científica e tecnológica em qualquer área do conhecimento, assim como em áreas priorizadas pelo MCT.
Em 2005, o projeto IM²C passou para uma segunda edição, que terá apoio do CNPq até 2009, com a coordenação dos pesquisadores Henrique Eisi Toma e Paulo Sergio Santos.
Mais patentes
As primeiras patentes negociadas com empresas envolveram a multinacional Bunge, de fertilizantes e alimentos, e a Orbys, com o desenvolvimento de nanocompósitos de látex de borracha natural e argila. Outros 27 pedidos de registro foram requeridos no Brasil e no exterior.
Estas patentes tiveram um papel decisivo no estabelecimento de vínculos e projetos de pesquisadores do IM²C com várias empresas, que por sua vez permitiram a formulação de novos projetos.
Entre as empresas envolvidas estão a Oxiteno, Bunge, Indústrias Químicas Taubaté, Radicci Fibras, Orbys, Carol Química, Companhia Nitroquímica Brasileira (Grupo Votorantim), Libbs Farmacêutica, Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, Indústria Globo, Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, COIM do Brasil e Fotônica.
Há outras negociações em andamento, a exemplo da empresa Contech – Sistemas Integrados de Valinhos (SP), que visa o licenciamento de patente para a remediação de efluentes de indústrias têxteis, pesquisados pelo Instituto.
Parcerias
Entre os exemplos de parcerias de sucesso que o Instituto do Milênio de Materiais Complexos possui destaca-se o projeto sobre látex catiônicos, que têm numerosas aplicações em construção civil, asfaltos e pinturas, com a empresa Indústrias Químicas Taubaté S/A.
O projeto gerou uma patente e publicou um artigo científico. Segundo o coordenador do projeto, Galembeck, o produto já foi apresentado ao mercado, com sucesso.
Outro projeto desenvolveu fibras acrílicas para a fabricação de fibras de carbono, com a Radicci Fibras e a Marinha do Brasil. Como resultado, já foi obtida uma fibra acrílica adequada à produção de fibras de carbono de alto desempenho.
Com esta conquista, a produção de fibras de carbono de alto desempenho pode ser feita no Brasil, toda ela verticalizada, a partir de matérias-primas petroquímicas básicas.
Há ainda o exemplo do projeto sobre látexes poliméricos, com a Oxiteno, onde foram desenvolvidos vários novos processos de obtenção de látexes diferenciados, transferidos para a Oxiteno.
Além disso, foi firmado um contrato de consultoria entre a Oxiteno e o pesquisador Galembeck, que participa do Conselho Científico e Tecnológico da empresa e colabora em vários dos seus projetos.
O Laboratório de Química do Estado Sólido (LQES), coordenado pelo professor Oswaldo Luiz Alves, também integra o Instituto. Com 12 patentes registradas, o Laboratório mantém intensa interação com o setor produtivo.
Em parceria com as empresas Libbs Farmacêutica, Indústria Globo, Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, Coim Brasil e Fotônica vem desenvolvendo diversos procedimentos e plataformas de análise físico-química de materiais sólidos, dentro da perspectiva chamada de “polimorph screening”, ou seja, avaliando a relação existente entre as características da estrutura de cada material com sua biodisponibilidade.
Outra atividade também em parceria com empresas é o desenvolvimento de metodologias específicas para analisar diferentes tipos de fármacos.
Sucesso na área acadêmica
Os resultados científicos alcançados pelos pesquisadores do IM²C também são muito significativos.
A contribuição para a formação de recursos humanos na área do projeto foi de 22 doutorados e 14 mestrados concluídos, sendo que estes novos pesquisadores são familiarizados com os mecanismos de proteção de propriedade intelectual.
Mais de 356 artigos científicos foram publicados, com diversos trabalhos convidados para conferências internacionais e publicações com impacto e reconhecimento pela comunidade científica internacional.
Entre as premiações recebidas, há destaque para o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para a Ciência e Tecnologia de 2006, do CNPq, o Prêmio SBQ de Inovação, também em 2006, e o Prêmio Abiquim de Inovação de 2005, conferidos para Fernando Galembeck, e o Prêmio Fritz Feigl 2005, para Oswaldo Alves.
Em 2006, Henrique Toma recebeu os prêmios Medalha JBCS, Abrafati-Petrobras, Nanoeurope Award e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico.
(Assessoria de Comunicação Social do CNPq)
FONTE: Internet
O professor Oswaldo Luiz Alves, do Instituto de Química da Unicamp e o coordenador de pesquisas da Contech Produtos Biodegradáveis, Odair Pastor Ferreira, receberam premiação de Menção Honrosa na categoria Pesquisador concedida pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O prêmio foi concedido em função da pesquisa realizada por Alves e Ferreira que, na época, era orientado de Alves. O trabalho resultou em um material inédito capaz de absorver corantes, que foi objeto de pedido de patente pela Unicamp e, com a articulação da Agência de Inovação Inova Unicamp, foi licenciado para a Contech em 2007.
Os pesquisadores explicam que o material é formado por nanopartículas de argila sintética que, colocadas em contato com os resíduos líquidos de processos de tingimento de tecido ou papel, funcionam como uma esponja que absorve os corantes. Segundo eles, no final do processo, a água torna-se novamente limpa e pode ser descartada sem risco de contaminar lençóis freáticos e rios, podendo ainda ser reutilizada no processo industrial. A premiação foi entregue no último dia 04 de dezembro, no Encontro Anual da Indústria Química, realizado em São Paulo.